Mondragón negou participação nas fraudes.“Isso não procede não. Estou ajudando e colaborando para que tudo isso seja resolvido o mais breve possível”, disse o empresário, em espanhol. O advogado de Gerardo Mondragón afirmou que o colombiano é inocente. "Eles não têm envolvimento em superfaturamento. Não tivemos acesso ao inquérito, mas posso afirmar que os meus clientes não participaram de nenhum convênio fraudulento.", explicou o advogado Eduardo Sarlo.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Rodolfo Laterza, a diretora favorecia a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), dirigida pelo empresário Gerardo Mondragon, na assinatura de contratos e convênios de prestação de serviços nas unidades de internação de Cariacica, na Grande vitória, e em Linhares, na região do Rio Doce.
O defensor público detido na operação, segundo a polícia, estimulava rebeliões nas unidades de internação para favorecer a Acadis. "Ele procurava insuflar e estimular rebeliões, entregando celulares para os menores internos, isso nas unidades geridas pelo próprio Iases. Assim, causava falhas estruturais nas unidades e tentava favorecer a entrada da Acadis na gestão", conta Laterza. Pela manhã o defensor público passou mal e precisou ser socorrido na Delegacia de Crimes Fazendários. Minutos depois, o suspeito apareceu em uma cadeira de rodas, com o rosto protegido pelo o próprio terno e carregado pelos paramédicos à ambulância.
A investigação também apontou a participação de outras empresas no esquema. "Cerca de sete empresas estão sendo investigadas, em algumas dela mandados de busca e apreensão também foram realizadas. Uma empresa pertencente à família do deputado estadual Josias Da Vitória também é investigada, mas não é possível dizer se há envolvimento político na quadrilha", disse Laterza. não conseguimos contato com o advogado até o final da reportagem.
Wendel riquelme
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