Não bastasse o escândalo no Iases, que a partir do relatório da Polícia
Civil envolve o secretário definitivamente no esquema de corrupção,
Roncalli também terá que dar explicações sobre os indícios de
irregularidades nos contratos firmados entre a Secretaria de Justiça
(Sejus) e a Verdi Construções, que fez 12 unidades prisionais no
Espírito Santo, todas sem licitação. Outro que deveria começar a se
explicar é o ex-governador Paulo Hartung. Mentor do plano de construir
"presídios instântaneos" sem licitação, foi ele quem deu autorização
para Roncalli pôr em pratica o projeto de construção das unidades. Mesmo
porque, o secretário não teria autonomia de tocar, sem o aval do então
governador, um projeto que consumiu perto de um bilhão de reais.
As autoridades capixabas também deveriam investigar os contratos entre a
Sejus e as empresas terceirizadas que fazem a administração de unidades
prisionais no Estado. A terceirização do sistema prisional articulada
por Roncalli na Sejus foi entregue a coronéis reformados que prestam
consultoria às empresas que administram cinco penitenciárias e dois
Centros de Detenção Provisória (CDPs). Todos os coronéis,
não por coincidência, ocuparam altos cargos nas secretarias de Justiça e
Segurança, de subsecretário a secretário, antes de receberem, como uma
espécie de recompensa, o controle das unidades.
Já passa da hora também das autoridades investigarem os contratos
firmados entre a Sejus-Iases e as empresas de fornecimento de
alimentação (as famosas marmitex) para as unidades adultos e
adolescentes do sistema de privação de liberdade.
Muito boa sua matéria parabéns wendell que voce continua assim junto com jo jornal vez do povão!
ResponderExcluirparabéns ao beto albuquerque